7.01.2015

Depois dos 40

“Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere.

Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza.

Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem …quer retirar-me o sorriso.

Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular.

Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos.

Já não consigo tolerar eruditismo selectivo e altivez académica.

Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice.

Não suporto conflitos e comparações.

Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível.

Na Amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição.

Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar.

Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais.

E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.”

J M T


6.23.2015

Silencio é d`ouro.


5.04.2015

Os Azeitonas



| Tonto de ti (ao vivo no Coliseu do Porto)

António Zambujo - "Pica do 7"




De manhã cedinho
Eu salto do ninho e vou para a paragem
De bandolete à espera do sete mas não pela viagem  
Eu bem que não queria mas um belo dia eu vi-o passar
E o meu peito que é céptico por um pica de eléctrico voltou a sonhar  
Em cada repique que salta do clique de aquele alicate
De um modo frenético o peito que é céptico toca a rebate  
Se eu lhe perguntasse se tem livre passe para o peito de alguém
Vá-se lá saber talvez eu lhe oblitere o peito também  
Ninguém acredita o estado em que fica o meu coração
Quando o sete me apanha Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vão Mas nada me dá a pica que o pica do sete me dá  
Que triste fadário e que itinerário tão infeliz
Traçar meu horário com  o de um funcionário de um trem da carris  
Se o trem descarrila o povo refila e eu fico num sino
Porque um mero trajecto no meu caso concreto é já o destino  
Ninguém acredita o estado em que fica o meu coração
Quando o sete me apanha Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vão
Mas nada me dá a pica que o pica do sete me dá  
Mas nada me dá a pica que o pica do sete me dá

Cante Alentejano (Quinta feira d`Ascensão)




Quinta feira d`Ascensão
Saem as moças pro campo
De vestido cor de rosa
No chapeu um laço branco

No chapeu um laço branco
Com um raminho na mão
Vêm as moças do campo
Quinta feira d`Ascensão

Vozes:
Ant° Zambujo
Buba Espinho
Ant° Caixeiro